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As Verdadeiras Havaianas – Duas Semanas, Duas Ilhas do Havaí

  • Foto do escritor: Rodrigo Baena
    Rodrigo Baena
  • 13 de mai.
  • 3 min de leitura
A Havaiana de verdade

O destino já estava decidido: Havaí.A questão era: qual ilha?


O que quase ninguém sabe é que Havaí não é uma ilha só. É um arquipélago com mais de 100 ilhas! As oito principais são: Ni’ihau, Kaua’i, O’ahu, Moloka’i, Lãna’i, Kaho’olawe, Maui e Big Island. Como pertence aos Estados Unidos, o lugar é praticamente o playground oficial dos americanos — e dos japoneses também, como descobri rapidinho.


Mas aí vem o dilema: Como escolher uma ilha? O que faz uma ser “melhor” que a outra? E como fingir que você entende alguma coisa do assunto? e onde estavam as verdadeiras Havaianas?


Muitas perguntas. Pouco planejamento. Bem brasileiro.


Eu estava viajando com dois amigos brasileiros: Renato, médico carioca prestes a voltar pro Brasil, e Renzo, outro carioca que logo também pisaria em solo tupiniquim novamente. Um dia sentamos num bar “pra decidir o roteiro”.


Duas cervejas depois, o planejamento estratégico internacional estava concluído.


A gente celebrando as boas decisoes

O Renato já tinha pesquisado praticamente tudo sobre as ilhas e sabia mais do que eu e o Renzo juntos. Convenceu a gente rapidinho que O’ahu tinha que entrar no roteiro. Afinal, Honolulu — capital do Havaí e lar de algumas das praias mais famosas do planeta — fica lá.

E convenhamos: quem nunca sonhou em surfar onde o longboard praticamente nasceu?

Pronto. Primeira ilha escolhida.


E a segunda?


Cogitamos Big Island, mas logo percebemos que passaríamos metade da viagem dentro do carro e a outra metade pagando gasolina. Resultado: perguntamos pra amigos, pro santo Google e escolhemos Maui. Diziam que era uma das ilhas mais bonitas, cheia de natureza e com uma vibe muito parecida com o Brasil.


O’ahu

Assim que desembarcamos em O’ahu, aquele calor abafado bateu na cara igual porta de ônibus em dia de vento. Me senti imediatamente no Brasil.


Alugamos um carro e seguimos pro hostel em Honolulu.


Lugar lindo. Turístico? Muito. Bonito? Também muito.

Rapidamente percebemos que os japoneses praticamente dominavam aquela parte da ilha. O que faz sentido — eles estão “ali do outro lado” do Pacífico. Umas horinhas de voo e pronto: paraíso.


o churrasquinho Havaiano

Nos dias seguintes exploramos a famosa North Shore, palco dos maiores campeonatos de surf do mundo. Também fomos para o nordeste da ilha conhecer um centro de cultura polinésia que TODO turista acaba indo.


E quer saber? Valeu muito.


Teve dança típica, música, comida tradicional e uma produção tão grandiosa que parecia mistura de Globo com Hollywood. Tipo um “porco no rolete gourmetizado”, só que com fogo, tambores e coqueiros.




Maui

Depois de aproveitar O’ahu — incluindo uma visita ao Pearl Harbor — voamos pra Maui.

Nem sabíamos direito se o lugar onde tínhamos reservado hospedagem era bom. Mas, mais uma vez, o Havaí resolveu humilhar qualquer expectativa.


Ficamos em Lahaina, uma vilazinha que parecia cenário de filme antigo.

Imagina uma vila de pescadores, mar cristalino, pôr do sol cinematográfico e pessoas que claramente não têm pressa de nada na vida. Era isso.


Alugamos máscaras de mergulho e, em determinado momento, encontramos uma tartaruga no fundo do mar. Coisa simples. Mas daquelas felicidades pequenas que ficam gigantes na memória.


Aí veio a melhor parte.

Conversando com um cara local, descobrimos que aos domingos rolava uma espécie de sarau secreto numa praia escondida no sul da ilha: música, tambores, violão… e roupas opcionais.



Obviamente fomos conferir. Parecia um Woodstock havaiano.


Umas vinte pessoas tocando tambor, outras dançando descalças, outras abraçando fortemente o conceito “liberdade natural”. E ali estavam elas: As Verdadeiras Havaianas. Como vieram ao mundo.


Ainda conseguimos assistir a um nascer do sol do topo de um vulcão desativado antes de voltar pra vida normal.


Mas, sinceramente?

Depois daquela viagem, nada parecia muito normal mesmo.

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